Tecnologia em favor da saúde no Hospital Universitário de Santa Maria

Tomografias com dose de radiação reduzida já são uma realidade no Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). A iniciativa surgiu de estudos realizados pelo grupo de pesquisa de Computação Aplicada em Saúde (CA+SA), que reúne profissionais de diferentes áreas de conhecimento da UFSM. Como resultado foi desenvolvido o protocolo CTdBem, projeto piloto, que adaptou o tomógrafo Multi Slice para obter imagens de alta qualidade.

O protocolo baixa a dose de radiação em até 20 vezes menos do que a tomografia convencional, proporcionando mais segurança ao paciente. O exame dura cerca de cinco segundos. Após o procedimento, são usados softwares de código abertos e de domínio público para “limpar” as imagens para diagnóstico médico. A iniciativa está em desenvolvimento desde setembro de 2014, sendo adotada em cerca de 400 exames realizados no HUSM.

“O protocolo permite que se possa manipular imagens com finalidade odontológica, traumatológica e para cirurgia cardiovascular, depende das necessidades do paciente e de como o profissional usará as imagens”, explica o professor do grupo de pesquisa e idealizador do projeto, Gustavo Dotto.

A partir do exame, também é possível transformar as imagens bidimensionais (2D) em imagens tridimensionais (3D), o que contribui para o diagnóstico ou planejamento pré-operatório. Em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, no HUSM, foi apresentada a impressão 3D em filamentos de ABS do fêmur de um jovem que sofreu um acidente. Através do estudo da réplica, impressa no Santa Maria Tecnoparque, foi possível planejar rapidamente o procedimento cirúrgico.

“O protocola representa um grande ganho para os pacientes do ponto de vista de técnica operatória”, afirma o traumatologista Humberto Palma, integrante da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) da UFSM.

O HUSM realizou a aquisição de duas impressoras 3D, ao custo de R$ 22 mil, com área de impressão de 26 cm e 46 cm. Os equipamentos devem ser entregues em duas semanas. O objetivo é reproduzir o órgão que será operado em tamanho real. A tendência é de que o protocola seja, em um futuro próximo, usado por outros hospitais da rede pública de saúde.

Redação: Maiquel Rosauro | Jornal A Razão

Fonte: http://www.arazao.com.br/noticia/79332/tecnologia-em-favor-da-saude-no-hospital-universitario-de-santa-maria/